Resumo
Objetiva-se, com este estudo, destacar a importância de uma brinquedoteca inclusiva para todos, especialmente para os surdos. Busca-se evidenciar o entrelaçamento do lúdico com os brinquedos e as brincadeiras, priorizando os não ouvintes. Enfatizam-se atividades que estimulem a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças ouvintes junto com as surdas. Em um formato leve, apontam-se os recursos comunicativos citados na Lei 10.436/02 e explora-se o lúdico com suas especificidades pedagógicas. Discutiu-se a possibilidade de incluir os sinais e os nomes dos brinquedos em Libras, a fim de ressignificar leituras e ampliar saberes. Utilizamos, como metodologia, visitas a uma brinquedoteca, rodas de conversa e, em um segundo momento, a construção dos nomes com as letras do Alfabeto Manual. Os sinais dos brinquedos foram associados à língua portuguesa e à Libras. Foi ministrada uma oficina reflexiva que contou com a participação de sete ouvintes e três surdos. Os resultados foram surpreendentes ao ressignificarmos a leitura do conto infantil “O patinho feio” em Libras. Foi emocionante perceber que os três surdos “entraram na história” e elaboraram uma conclusão sensível ao comparar a vida dessa minoria com a trajetória do patinho, excluído durante toda a vida porque as pessoas não o viam como realmente era. Uma participação tão clara e repleta de significados, tanto de surdos quanto de ouvintes, gerou expectativas para a continuidade do projeto. Brincadeiras com as letras do alfabeto manual permitiram a construção dos nomes dos alunos em Libras, e os surdos puderam destacar especificidades de sua cultura ao atribuir um sinal a cada participante. O resultado? Expectativas, possibilidades e satisfação!
