Resumo
Há edições que não apenas se publicam; elas se erguem. Esta edição 49 da Revista Arqueiro nasce assim: como um gesto que se levanta, como uma mão que sinaliza no escuro, como um corpo que insiste em existir apesar das barreiras que o mundo insiste em erguer.
Falar de acessibilidade linguística, de educação bilíngue, de cidadania e de direitos não é apenas discutir políticas públicas. É tocar na espinha dorsal da dignidade humana. É reconhecer que há sujeitos que, por séculos, foram silenciados não pela ausência de voz, mas pela ausência de escuta social.
Os textos reunidos aqui – relatos, pesquisas, experiências, análises – compõem um mosaico vivo da resistência surda. Cada autor e autora, cada professor e professora, cada estudante, cada pesquisador e pesquisadora, cada intérprete, cada criança que sinaliza sua primeira narrativa em Libras, todos eles formam uma constelação que ilumina o que ainda precisa ser transformado.
Esta edição é um convite a ver com outros olhos, a ouvir com outras mãos, a compreender com outras linguagens.
Que este número da Arqueiro seja uma fresta aberta para um mundo onde a diferença não é obstáculo, mas potência.
Boa leitura!
