Edições anteriores

  • 1 - ICONOGRAPHIA DOS SIGNAES DOS SURDOS-MUDOS
    v. 1

    O livro é um dicionário iconográfico que contém o registro dos sinais praticados pelos surdos, na segunda metade do século XIX, na província do Rio de Janeiro, onde sempre funcionou o Instituto. Segundo o então Diretor do Instituto, Dr. Tobias Leite, esse trabalho era um importante meio de divulgar a linguagem dos sinais. A ideia da realização dessa obra partira do aluno Flausino, ao tomar conhecimento de um exemplar da biblioteca do Instituto de obra semelhante realizada pelo professor surdo Pellisier, profissional do Instituto dos Surdos de Paris. Flausino José da Gama, surdo congênito, entrou para o Instituto no dia 1o de julho de 1869, e nele exerceu a função de repetidor no período de 1871 a 1878. 

  • 2 - ATAS DO CONGRESSO DE MILÃO - 1880
    v. 2

    As Atas do Congresso de Milão são um importante documento de referência uma compreensão mais profunda do debate que se travou no século XIX acerca da escolarização dos surdos. O centro da questão foi a recomendação de que o método oral deveria ser preferido em relação ao método de ensino pelos sinais. Importante fonte de pesquisa, os documentos resultantes do Congresso Internacional de Educação de Surdos ocorrido no período de seis a onze de setembro de 1880, em Milão, podem nos ajudar a compreender o impacto de suas resoluções nas narrativas que se debruçam sobre a história desse evento e também o impacto no cotidiano das instituições de surdos.

  • 3 - COMPENDIO PARA O ENSINO DOS SURDOS-MUDOS
    v. 3

    Em 1881, um ano após o Congresso realizado em Milão, Tobias Leite, então Diretor do Instituto manda publicar, já em terceira edição, o Compendio para o Ensino dos Surdos-Mudos, tradução da obra do professor Vallade-Gabel, do Instituto de Surdos da França. O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira teórica, em forma de perguntas e respostas, e a segunda prática, em forma de lições. Uma das interrogações feitas logo no início do livro era de quais os meios que se podem empregar para ser compreendido pelo surdo-mudo. A resposta em tom diferenciado diz que com os surdos sem instrução usam-se fatos materiais, desenhos e linguagem natural dos sinais. Com os surdos instruídos usam-se a palavra artificial (expressão oral), o alfabeto manual e a escrita. Essa obra, referência durante muitas décadas nos institutos de surdos, apresenta-se como leitura obrigatória para que possamos compreender o debate travado sobre a educação de surdos nos séculos XVIII e XIX.

  • 4 - ABADE SICARD
    v. 4

    O livro em questão é uma biografia do Abade Sicard, primeiro diretor do Instituto Nacional dos Surdos-Mudos de Paris, escrita por Ferdinand Berthier, surdo, professor do mesmo Instituto. Também contém duas pequenas biografias dos célebres professores surdos Jean Massieu e Laurent Clerc. Trata-se de uma importante obra que revela o esforço de Berthier para deixar registrado o trabalho de figuras importantes da educação de surdos da França. Entramos em contato, nessa narrativa, com os desafios trazidos pela Revolução Francesa no cotidiano dos cidadãos. Acusado de contrarrevolucionário, perseguido politicamente, Sicard quase foi executado em 1872. Foi salvo pela interferência de alunos surdos que destacaram a importância de seu trabalho. Dentre outros registros, esse trabalho nos informa das presenças de Napoleão e sua esposa Josefina na apresentação teatral sobre a vida do Abbé de L’Épée e a visita do Papa Pio VII ao Instituto dirigido por Sicard. Configura-se obra de relevância para que possamos compreender os meandros do período revolucionário na França e suas implicações na educação de surdos.

  • 5 - CONGRESSO INTERNACIONAL PARA O ESTUDO DE QUESTÕES DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA DE SURDOS-MUDOS (SEÇÃO DOS OUVINTES)
    v. 5

    Há muitos registros dos Congressos de Educação de Surdos que aconteceram ao longo dos séculos XIX e XX. O mais conhecido de todos é o que ocorreu em Milão no ano de 1880. Igualmente relevante por seus embates, por suas tensões e seus personagens, foi o Congresso realizado em Paris, no ano de 1900, nos dias 6, 7 e 8 de agosto. A leitura do conteúdo dos relatórios desse Congresso nos aproxima da complexidade dos temas abordados, e também da vontade daqueles sujeitos de traçar um caminho para melhor educar e socializar as pessoas surdas. A questão principal além da escolarização era o embate entre prática científica e prática de caridade. Participaram surdos e ouvintes de inúmeros Institutos de surdos, de vários países, inclusive do Brasil, representado pelo então diretor do Instituto Nacional de Surdos Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos, João Paulo de Carvalho e dos EUA, de Gallaudet, representado por Alexander Graham Bell.

  • 6 - A SURDO MUDEZ NO BRASIL
    v. 6

    No ano de 1926, é publicada a tese de doutoramento em medicina do Dr. Arnaldo de Oliveira Bacellar, pela faculdade de Medicina de São Paulo, intitulada A Surdo-Mudez no Brasil. O trabalho apresenta uma rica explanação acerca de temas referentes à surdez tais como: um breve histórico sobre questões relativas à surdez, etiologia da surdez, anatomia e patologia dos órgãos da audição e da fala, políticas de prevenção à surdez, aspectos legais envolvendo sujeitos surdos, e comentários sobre instituições de ensino no Brasil que atendem surdos. O então Instituto Nacional de Surdos Mudos atual Instituto Nacional de Educação de Surdos foi um dos locais visitados pelo médico para realização da sua pesquisa. Trata-se de uma obra de extrema relevância para a pesquisa histórica nas áreas da educação e da saúde, visto que se configura importante registro, fartamente documentado, da situação dos surdos e da surdez no Brasil nas primeiras décadas do século XX.

  • 7 - A PALAVRA: ENSINANDO AO SURDO-MUDO - CURSO DE FONOMIMIA
    v. 7

    Denominada em muitas obras de educação de surdos, desde o século XVI, de arte de ensinar a falar aos surdos-mudos, o ensino pela palavra esteve no centro dos debates sobre educação de surdos por muitos séculos. Os projetos ou programas de aquisição de linguagem oral para os surdos foram fonte de debates acalorados entre celebridades de vários países voltadas para a educação de surdos. O debate acadêmico no século XVIII, muito bem documentado, é protagonizado pelo o que ficou conhecido como Escola Alemã, defensora dos projetos de aquisição de linguagem oral; e Escola Francesa, defensora de projetos educacionais que acolhiam o uso, em seu percurso, da então denominada comunicação mímica ou pelos sinais, por parte dos surdos. Essa obra, produzida em 1878, pretendeu corrigir uma falha histórica. Segundo o autor, o ensinamento da fala artificial nunca fora organizado de modo sistemático. Esse trabalho mostra-se relevante para pesquisadores da história da educação de surdos e também para a área da fonoaudiologia, pela sistematização apresentada quanto ao ensino da fala para surdos na perspectiva de educadores surdos do século XIX.

  • 8 - A HISTÓRIA DA MINHA VIDA
    v. 8

    O que mais poderíamos dizer deste livro que se configura um dos maiores clássicos da literatura autobiográfica mundial? Advirto, porém, que o que ele contém ainda está para ser de todo compreendido. Sua leitura se reatualiza a cada tempo histórico produzindo sentidos para a nossa percepção do humano, das relações entre pessoas, da escola, e da ação do outrem em nós. Os encontros de Helen Keller com Anne Sullivan, e os de Anne Sullivan com Helen Keller marcam um tempo histórico naquelas duas existências cujas transformações ali narradas alimentam o nosso devir por alteridade, nos inundam de esperança, nos apontam que é possível nos deixar alterar pelo outro, mesmo com os sentidos da audição e da visão fora do jogo. Que outros sentidos, que outras possibilidades humanas estão implicadas nessa relação? Umberto Eco disse em algum momento que quem lê vive cinco mil anos. Aproveitando essa formulação de Eco, diria que quem lê esse livro se aproxima de importantes chaves de compreensão da existência humana. Vale cinco mil livros, vale cinco mil vidas. Esta tradução é de uma edição alemã que além de fotografias, nos presenteia com uma dedicatória da própria Hellen Keller, americana de ascendência alemã. No texto introdutório, atribui sua ‘alegria espiritual’ à terra de Schiller e Goethe.

  • 9 - CONGRESSO INTERNACIONAL PARA O ESTUDO DE QUESTÕES DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA DE SURDOS-MUDOS (SEÇÃO DOS SURDOS-MUDOS)
    v. 9

    Há muitos registros relativos aos Congressos de Edu cação de Surdos que ocorreram nos séculos XIX e XX. O mais citado e discutido é o que ocorreu em Milão, no ano de 1880. Igualmente relevante por seus embates,  temas e personagens, foi o Congresso de Paris, no ano de 1900. A leitura dos relatórios desse Congresso nos aproxima dos temas abordados e, também, da posição de seus inúmeros debatedores. Dentre as discussões destaca-se o tema da prática da caridade e da prática científica. Participaram profissionais surdos e ouvintes de inúmeros Institutos de surdos de vários países, inclusive do Brasil, representado pelo então diretor do Instituto Nacional de Educação de Surdos Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos. Alexander Graham Bell foi um dos representantes dos EUA. Essa publicação é a continuação do Volume V dessa série e agora apresenta a seção de surdos nos debates.

  • 10 - ESTADO ATUAL E ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE SURDOS-MUDOS E DE CEGOS: MEM´ÓRIA
    v. 10

    Trata-se de uma obra de extrema relevância que permite conhecer elementos do cotidiano de instituições voltadas para a educação de surdas, surdos, cegas e cegos, na França, Bélgica, Holanda e Alemanha, na segunda metade do século XIX. Por solicitação da rainha de Espanha, o professor Francisco Fernandez Villabrille, viajou pela Europa produzindo essa peça de memória em forma de relatório. Esteve em inúmeras instituições, oportunidade pela qual deixou registrado  aspectos relativos a propostas de ensino, questões religiosas, dentre outras. Todo esse conteúdo permite ampliar nossa percepção dos desafios da escolarização praticada no século XIX, destacando aspectos, administrativos, pedagógicos e da natureza do financiamento dessas instituições.