VISUALIDADE SURDA E O GESTO FOTOGRÁFICO: PRÁTICA ARTÍSTICA COMO INVENÇÃO DO ESPAÇO NO INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DE SURDOS
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Palavras-chave

Educação de Surdas(os)
Visualidade
Ensino de Arte
Fotografia
Espaço Escolar

Resumo

Resumo
O ensino de arte para surdas(os) constitui um campo de investigação essencial, dada a importância que a experiência artística assume na construção de conhecimento e existência social dessa comunidade. No âmbito do Ensino Fundamental I, o ensino das Artes Visuais deve se aproximar de uma pedagogia crítica da visualidade, capaz de valorizar a comunidade e a cultura surda. Neste sentido, busquei refletir sobre as conexões e os tensionamentos entre surdez e o ensino-aprendizagem de arte, a paisagem e o espaço, e o ensino da fotografia. Como ponto central de análise, discuto uma sequência didática que resultou em um processo de (re)conhecimento do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Metodologicamente ancorada em referenciais bibliográficos e na análise contextualizada dos resultados fotográficos, a pesquisa englobou desde o processo artístico-pedagógico até a exposição pública dos resultados. Concluo que a fotografia atuou não apenas como registro, mas como um dispositivo de produção de subjetividade, de inscrição corporal e de pertencimento espacial.

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