Resumo
Os castigos físicos e morais tornaram-se práticas disciplinadoras amplamente empregadas pelos pedagogos, desde os primórdios da escola. Da Grécia Clássica, atravessando toda a Idade Média, aos tempos modernos, não se compreendia a escola sem o castigo corporal. A convicção de que não é possível educar sem bater na criança consagrou o chicote como a insígnia do professor. Além das agressões físicas, o aluno era também agredido moralmente com palavras e castigos aviltantes. A medida que se avançou no tempo, os castigos escolares foram perdendo o seu caráter de agressão. física, tornando-se mais sutis, mas não desprovidos de violência. O objetivo deste artigo é relatar resultados da investigação empreendida sobre as práticas dos castigos físicose morais, nas escolas do Rio de Janeiro, do final do século XIX aos dias atuais. A pesquisa analisou documentos escolares, regimentos, leis, papéis da instrução pública que regulavam as práticas disciplinares. Coube, finalmente, propor à formação de professores uma reflexão crítica acerca das atuais práticas disciplinares na escola.
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